Mariana
Mariana. Mariana, fundada em 16 de julho de 1696 como Vila do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo, é a primeira cidade, vila, catedral e capital da então Capitania de Minas Gerais, ganhando o título de 'primaz de Minas'. Seu nome foi alterado para Mariana em 1745 em homenagem à rainha Maria Anna da Áustria. Foi um centro importante na mineração de ouro durante o século XVIII, contribuindo significativamente para a economia do Império Português. A cidade preserva um acervo histórico rico, com marcos como a Igreja Nossa Senhora do Rosário (1701), Basílica de São Pedro dos Clérigos e a Mina da Passagem, a maior mina de ouro aberta à visitação pública mundialmente. Em 2015, sofreu um grave desastre ambiental com o rompimento da barragem de rejeitos de mineração no distrito de Bento Rodrigues, causando mortes e impactos ambientais significativos. Mariana mantém tradições religiosas e culturais ligadas à Arquidiocese existente, além de possuir diversos museus históricos e uma arquitetura colonial preservada, configurando um importante polo turístico histórico e cultural de Minas Gerais. Mariana é considerada a primeira cidade planejada de Minas Gerais, desenhada pelo engenheiro militar José Fernandes Pinto Alpoim. A cidade é sede do mais antigo bloco carnavalesco ativo do Brasil, o Bloco Zé Pereira da Chácara, com mais de 200 anos de história, reconhecido por seu caráter familiar, diferente do carnaval de municípios vizinhos. Além disso, Mariana é conhecida como a 'capital nacional do mountain biking' pela realização da Iron Biker Brasil, maior competição de mountain bike da América Latina. Outro destaque é o passeio turístico pelo Trem da Vale, que conecta Mariana a Ouro Preto através de túneis históricos e paisagens preservadas. A cidade também se destaca por suas tradições religiosas, como a confecção de tapetes de serragem colorida durante as procissões da Semana Santa, mantendo ritos em latim e antigas devoções católicas. Mariana possui uma população estimada em 61.387 habitantes (IBGE, 2022), com composição racial aproximada de 49% parda, 30% branca, 18% negra, 2% amarela e 0,25% indígena. A economia local é fortemente impactada pela mineração, sendo parte do chamado Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais e registrando o quarto maior valor em royalties do minério no estado. O Produto Interno Bruto (PIB) de Mariana em 2021 foi de aproximadamente R$ 7,3 bilhões, com forte concentração nos setores de indústria e mineração (80,4%), seguido por agricultura (19,3%) e serviços (0,3%). O turismo histórico-cultural e o ecoturismo também impulsionam a economia, com atração de visitantes para museus, atividades ao ar livre e eventos esportivos. O município enfrenta desafios urbanos como crescimento da frota veicular, que aumentou 70% na última década, gerando trânsito e impacto ambiental. Mariana é um polo educacional, com diversas instituições de ensino superior, incluindo campi da UFOP, e possui índices de desenvolvimento humano considerados altos (IDH 0,742 em 2010). Mariana realiza diversos eventos culturais, esportivos e religiosos ao longo do ano. Entre as festividades tradicionais estão festas religiosas como a do Divino Espírito Santo, Nossa Senhora do Carmo e a Semana Santa, com cerimônias que preservam costumes históricos e artísticos. No âmbito esportivo, Mariana sedia competições como a Iron Biker Brasil (mountain bike), etapas do campeonato de rally de Minas Gerais, maratonas de trilha, além do apoio a equipes locais de handebol e futebol. O carnaval da cidade, com blocos tradicionais como o Bloco Zé Pereira da Chácara, é um evento marcado por sua longevidade e perfil familiar. A cidade também conta com eventos culturais em seus centros como o Centro de Convenções Alphonsus de Guimaraens e Arena Mariana, que oferecem infraestrutura para shows, feiras e convenções, fortalecendo o turismo e o comércio local.